O funkeiro MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brendon Coelho da Silva, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a quatro meses de prestação de serviços à comunidade pelo crime de injúria contra uma seguidora nas redes sociais. A sentença foi assinada na última quinta-feira (9) pela juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, da 20ª Vara Criminal da Capital, e divulgada neste sábado (11).
O processo foi movido pela vendedora Ana Beatriz Amaral, que acusou o artista de tê-la ofendido em uma publicação feita na rede social X, antigo Twitter, em abril de 2024. Na postagem, MC Poze se referiu à mulher utilizando a expressão “bolo fofo”.
Segundo a ação, após a publicação, a seguidora passou a receber diversas mensagens ofensivas relacionadas à sua aparência física e relatou ter enfrentado constrangimentos também em seu ambiente de trabalho.
Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que a expressão utilizada pelo cantor teve caráter ofensivo e configurou crime contra a honra. Na decisão, a juíza destacou que a publicação ganhou grande repercussão por ter sido feita por uma pessoa pública com milhões de seguidores nas redes sociais.
A defesa de MC Poze argumentou que a postagem ocorreu em tom de brincadeira e em resposta a comentários feitos anteriormente pela seguidora sobre integrantes da família do artista. Os advogados também questionaram a autenticidade das capturas de tela apresentadas no processo.
No entanto, a juíza rejeitou os argumentos da defesa, ressaltando que o cantor nunca negou ser o autor da publicação e que não foram identificados elementos que indicassem qualquer adulteração das imagens anexadas aos autos.
Além da prestação de serviços comunitários por quatro meses, MC Poze também foi condenado ao pagamento das custas processuais. O artista poderá recorrer da decisão em liberdade.
Na época da polêmica, o cantor afirmou que reagiu após comentários direcionados à sua família. Em publicação nas redes sociais, declarou que não aceita ataques contra pessoas próximas e justificou sua resposta à seguidora.
O caso reforça o debate sobre a responsabilidade de influenciadores e artistas no uso das redes sociais, especialmente diante do alcance de suas publicações e dos impactos que elas podem gerar sobre outras pessoas.


