Mulher de 38 anos que fingiu ser criança de 12 para enganar família é condenada

Uma mulher de 38 anos foi condenada pela Justiça de Santa Catarina após fingir ser uma criança de 12 anos para conquistar a confiança de uma família e morar com os integrantes da casa em Joinville, no Norte do estado. A decisão foi publicada na última quinta-feira (21).

Amanda Maria Souza de Oliveira recebeu pena de um ano, seis meses e 10 dias de prisão, além de quatro meses e 18 dias de detenção, em regime inicial semiaberto. Ela foi condenada pelos crimes de fraude e falsa identidade.

Mulher viveu com família durante cerca de 14 meses

Segundo informações divulgadas pelo Globo, Amanda foi detida em 2 de junho, na residência da família, onde teria vivido por aproximadamente 14 meses.

A aproximação aconteceu por meio de um pastor de uma igreja local. Inicialmente, Amanda teria se apresentado como Gabriele, afirmando ter 18 anos e estar procurando emprego.

Ao perceberem que ela enfrentava dificuldades financeiras e problemas de saúde, os moradores decidiram ajudá-la. Posteriormente, a mulher teria mudado a versão e afirmado que tinha apenas 11 anos.

Ela também teria relatado uma história de supostos maus-tratos e administração forçada de hormônios para justificar sua aparência adulta.

A família acreditou no relato e permitiu que Amanda permanecesse na residência. Os moradores chegaram a organizar uma festa para comemorar o que acreditavam ser seu 12º aniversário.

Suspeita surgiu após descoberta de casos semelhantes

Durante o período em que permaneceu na casa, Amanda teria adotado comportamentos infantis, como usar chupeta. Segundo a investigação, ela também simulava crises de pânico durante a noite, alterava a voz e dizia ser carente.

As suspeitas começaram no fim de maio, quando uma tia da família encontrou informações que indicavam que Amanda teria utilizado estratégia semelhante em outras cidades.

De acordo com as informações divulgadas no processo, ela teria admitido às autoridades que já havia feito isso anteriormente em localidades de Curitiba, Nova Iguaçu e municípios de Minas Gerais, Goiás e Ceará.

Justiça considerou provas e confissão

A investigação analisou o celular da acusada, além de depoimentos de vítimas e testemunhas. A própria Amanda também teria confessado os fatos.

A Justiça concluiu que ela tinha consciência dos atos praticados e, por isso, manteve a condenação pelos crimes de fraude e falsa identidade.

A defesa informou que pretende apresentar os recursos cabíveis às instâncias superiores para tentar reverter a decisão.

Segundo os advogados, Amanda deveria ser absolvida porque apresenta problemas psiquiátricos e necessita de tratamento. O entendimento da Justiça, porém, foi de que ela tinha consciência de suas ações no momento dos crimes.

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