Namorado de universitária encontrada morta em Fortaleza é preso preventivamente

João Munhoz Neto é investigado por suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio; perícia apontou que Isabelle Caracristi morreu após queda e descartou gravidez.

Por Gaby Santana

 

O namorado da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi preso preventivamente na terça-feira (22), em Fortaleza (CE). João Munhoz Neto foi localizado em um condomínio no bairro Aldeota. A jovem foi encontrada morta no pátio do prédio onde morava com ele, no dia 13 de setembro.

A prisão ampliou a repercussão do caso nas redes sociais, principalmente por causa das dúvidas sobre o que aconteceu antes da queda que provocou a morte da universitária e dos elementos encontrados durante a investigação.

Segundo a Polícia Civil do Ceará, João é investigado por possível violência psicológica e indução ao suicídio. A apuração também analisa mensagens e outros conteúdos encontrados no celular da jovem, além de imagens de câmeras de segurança do condomínio.

De acordo com informações divulgadas sobre a investigação, Isabelle teria relatado a pessoas próximas situações de pressão e problemas no relacionamento. Esses relatos fazem parte dos elementos analisados pela polícia e ainda precisam ser confrontados com as demais provas.

Outro ponto que provocou grande repercussão foi uma possível gravidez. Inicialmente, familiares chegaram a relatar que Isabelle estaria grávida. A informação, porém, foi posteriormente descartada pela perícia, segundo as advogadas da família.

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontou lesões compatíveis com o impacto contra o solo. Exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse no organismo da jovem.

A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, também publicou vídeos nas redes sociais pedindo esclarecimentos e justiça pela morte da filha. O conteúdo contribuiu para ampliar a repercussão nacional do caso.

Entre os pontos que ainda são investigados estão a dinâmica da queda, o que aconteceu no momento anterior à morte e o conteúdo das mensagens analisadas pela polícia. Imagens de segurança também estão sendo examinadas para ajudar a reconstruir os últimos momentos da jovem.

A defesa de João contesta a prisão e a interpretação dos fatos apresentada pela investigação. Até o momento, o namorado de Isabelle é investigado e não foi condenado.

A Polícia Civil continua apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte.

 

Fonte: Polícia Civil do Ceará/ Folha de São Paulo

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