Novo medicamento para Parkinson é aprovado nos Estados Unidos

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou em 25 de setembro de 2026 o Juvmo (tavapadon) para o tratamento da doença de Parkinson em adultos. O medicamento é administrado por via oral, uma vez ao dia, e pode ser utilizado isoladamente ou em associação com levodopa, conforme a indicação aprovada.

O tavapadon pertence à classe dos agonistas dopaminérgicos e apresenta ação seletiva sobre os receptores D1 e D5 da dopamina. A proposta é estimular esses receptores e contribuir para o controle dos sintomas motores associados ao Parkinson.

A doença está relacionada à perda progressiva de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, substância envolvida no controle dos movimentos. A redução desses níveis pode provocar tremores, rigidez e dificuldade para iniciar ou coordenar movimentos.

Estudo avaliou 507 pacientes

A eficácia do medicamento em pacientes com flutuações motoras foi avaliada em um estudo publicado na JAMA Neurology. O ensaio clínico de fase 3 acompanhou 507 pessoas com Parkinson que já utilizavam levodopa e apresentavam períodos de piora dos sintomas motores. Os participantes receberam tavapadon ou placebo durante 27 semanas.

Na 26ª semana, os participantes tratados com tavapadon apresentaram, em média, 1,7 hora adicional por dia de mobilidade sem discinesia problemática, enquanto o grupo que recebeu placebo teve aumento de 0,6 hora.

O tempo diário em período “off”, quando os sintomas motores retornam ou pioram, também apresentou redução maior entre os participantes que receberam tavapadon.

O estudo identificou como efeitos adversos mais frequentes náusea, discinesia e tontura. Também foram relatados outros eventos, como dor de cabeça, quedas, hipotensão ortostática e sonolência.

Medicamento ainda não está registrado no Brasil

Apesar da aprovação nos Estados Unidos, o tavapadon ainda não possui registro da Anvisa no Brasil, conforme a consulta regulatória disponível para medicamentos. A aprovação pela FDA, portanto, não significa autorização automática para comercialização no país.

A decisão da agência americana representa uma nova opção terapêutica para adultos com Parkinson, especialmente diante dos resultados observados nos estudos clínicos sobre controle dos sintomas motores.

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