A Polícia Federal (PF) investiga o vazamento de uma decisão sigilosa da Justiça Federal que autorizava uma operação contra uma organização criminosa suspeita de desviar cerca de R$ 45 milhões de clientes da Caixa Econômica Federal. Segundo reportagem exibida pelo Fantástico, os investigados tiveram acesso ao documento quase um mês antes do cumprimento dos mandados, o que teria permitido a ocultação de bens e a tentativa de destruição de provas.
De acordo com as investigações, o grupo atuava nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, fraudando contas bancárias de beneficiários do FGTS e do Auxílio Emergencial. A organização também utilizava empresas no exterior e criptomoedas para ocultar os valores desviados e dificultar o rastreamento dos recursos.
Apesar da tentativa de eliminar evidências, a Polícia Federal informou que arquivos encontrados no celular de um dos investigados permitiram identificar a origem do vazamento do documento judicial.
Segundo a PF, a perícia apontou que o primeiro acesso ao processo sem justificativa funcional foi realizado pelo servidor da Justiça Federal Jackson Cozendey, suspeito de repassar a decisão sigilosa em troca de pagamento.
O caso integra a Operação Infiltrados, deflagrada em janeiro deste ano, quando foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. As investigações seguem para apurar a participação de outros envolvidos no vazamento e no esquema de fraudes.


