Prefeitura de Salvador avalia impactos da Ponte Salvador-Itaparica no trânsito da capital

A Prefeitura de Salvador acompanha os possíveis efeitos da Ponte Salvador-Itaparica sobre o trânsito e a mobilidade urbana da capital baiana. Segundo o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Pablo Souza, a administração municipal solicitou estudos técnicos para avaliar a necessidade de intervenções complementares, principalmente nas áreas que poderão receber maior fluxo de veículos.

Em entrevista nesta segunda-feira (24), o secretário explicou que a região da Cidade Baixa já enfrenta alterações no tráfego provocadas pelas obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). De acordo com ele, a gestão municipal tem mantido diálogo técnico com o Governo do Estado para discutir os impactos dos projetos e buscar medidas que reduzam transtornos durante as obras.

No caso da Ponte Salvador-Itaparica, a principal preocupação está relacionada à chegada do empreendimento a Salvador e à distribuição do fluxo de veículos pelas principais vias da cidade. A Prefeitura quer analisar como o trânsito deverá se comportar desde a conexão com a Via Expressa, nas proximidades do Mercado do Peixe, até áreas de grande circulação, como o Iguatemi e a Avenida Tancredo Neves.

Para embasar a avaliação, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana solicitou à Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, responsável pelo empreendimento, estudos sobre os impactos no trânsito. O objetivo é identificar a necessidade de possíveis obras complementares, incluindo intervenções na região da Estrada da Rainha.

A administração municipal também aguarda informações técnicas sobre os efeitos da chegada da ponte na região do Comércio. Segundo Pablo Souza, o local concentra diferentes atividades e equipamentos urbanos que precisam ser considerados na projeção do tráfego.

Entre os fatores avaliados estão a circulação dos ônibus, as obras do VLT, o movimento de veículos na região portuária, especialmente durante a temporada de cruzeiros, além do fluxo relacionado à Feira de São Joaquim e a outros pontos de grande movimentação da Cidade Baixa.

A Prefeitura considera que a análise integrada desses empreendimentos é necessária para dimensionar o impacto sobre o sistema viário e planejar medidas que garantam maior fluidez no trânsito. Os estudos deverão contribuir para definir eventuais intervenções antes da entrada em operação da ponte e da consolidação dos novos fluxos de veículos na capital baiana.

 

Fonte: Bahia Notícias

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