Por Ana Sampaio
O uso prolongado de celulares, tablets e televisores entre crianças acende um alerta entre médicos e educadores. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tempo de tela precisa ser controlado e adequado à idade, para evitar prejuízos ao desenvolvimento físico, mental e social.
As recomendações são claras:
Menores de 2 anos: nada de telas recreativas — apenas videochamadas com familiares.
De 2 a 5 anos: até 1 hora por dia, com conteúdo educativo e supervisão dos pais.
A partir dos 6 anos: limite de 2 horas diárias, excluindo o tempo de estudo.
O uso sem controle pode causar atraso na fala, dificuldades de socialização, problemas de atenção, comportamentos impulsivos, além de ansiedade, distúrbios do sono e obesidade.
Especialistas reforçam que o exemplo dos pais é essencial. É importante definir horários, monitorar o conteúdo consumido e estimular brincadeiras fora das telas, como atividades ao ar livre e momentos em família.
“O equilíbrio é o caminho. Criança precisa de interação real, movimento e afeto — e não apenas estímulos digitais”, alertam os pediatras.
