O tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7), em Santa Maria da Vitória, no Oeste da Bahia. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Terra Justa, que investiga a atuação de uma milícia armada na região de Correntina.
A operação é realizada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 3ª Promotoria de Justiça Militar, além de órgãos da Secretaria da Segurança Pública e da Corregedoria da Polícia Militar. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão relacionados ao oficial.
Segundo a denúncia apresentada pelo MP-BA, Normanha teria recebido cerca de R$ 286 mil do sargento da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos, condenado por liderar uma milícia armada que teria atuado durante anos na região de Correntina. De acordo com a acusação, o grupo prestava serviços de segurança privada para grileiros e teria ameaçado comunidades tradicionais para retirá-las das áreas ocupadas.
As investigações apontam ainda que os pagamentos ao tenente-coronel incluíam transferências recorrentes de aproximadamente R$ 15 mil por mês, além do custeio de despesas pessoais. Para o Ministério Público, os valores teriam como finalidade fazer com que o policial deixasse de exercer ações de combate às atividades da milícia. A denúncia também atribui ao oficial participação na organização de escalas de vigilantes armados.
Atuação em Santa Maria da Vitória
Luiz Augusto Normanha comandou a 30ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Santa Maria da Vitória até 2023. Ele também ocupava a direção do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, cargo do qual havia sido exonerado em setembro de 2025 após ser alvo da segunda fase da Operação Terra Justa.
Ainda conforme a denúncia, após a prisão do sargento da reserva, Normanha teria utilizado a influência decorrente do cargo para oferecer serviços irregulares de segurança armada a um fazendeiro da região.
A prisão desta quarta-feira é preventiva e ocorre no curso do processo criminal. As acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas pela Justiça
Fonte: Bahia Notícias

