Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, fez um forte desabafo após ser punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) com sete jogos de suspensão no Campeonato Brasileiro.
A sanção foi aplicada em decorrência das expulsões nos confrontos contra Fluminense e São Paulo.“Parece que no futebol brasileiro se pode ser tudo, menos Abel”, desabafou o treinador português.
Até o momento, o comandante do time paulista já cumpriu quatro partidas de suspensão na competição. Abel voltou ao campo e reencontrou a torcida palestrina na vitória sobre o Jacuipense, válido pela quinta fase da Copa do Brasil.
Questionado sobre a condenação, Abel sugeriu uma mudança de comportamento.
“Eu não preciso explicar, vocês [jornalistas] é que têm de ver as imagens. Está muito claro para quem quiser ver”, começou.
“Ontem vi um jogo na televisão. Se eu fosse o técnico daquela equipe, seria expulso mais uma vez, porque há decisões que não se compreendem, como ver coisas acontecerem que interferem no trabalho. Foi a única razão pela qual fui expulso, mas isso faz pensar. Há coisas que não posso mudar, então tenho de mudar eu”.
O retorno de Abel Ferreira no Brasileirão está previsto para o dia 17 de maio, no duelo da 16ª rodada contra o Cruzeiro — comandado pelo também português Artur Jorge.
União com a torcida
Abel Ferreira também disse prever um ano difícil para o Palmeiras dentro e fora de campo, e pediu união aos torcedores palestrinos.
“Se me permite uma palavra para os nossos torcedores e para as mídias palestrinas, estou a sentir o que nunca senti. Precisamos estar todos unidos em busca de um espírito de união contra tudo e contra todos. O que nós vimos do outro lado é para ser dito, em busca da verdade, em busca da igualdade porque prevejo um ano extremamente difícil dentro e fora de campo“, desabafou o comandante.
Como forma de protesto, os membros da comissão técnica palmeirense não concederam entrevistas coletivas após as partidas. Além da diretoria, os auxiliares de Abel Ferreira entendem que o clube foi alvo de uma injustiça por parte dos tribunais.
Fonte: Ana Karolina Reis /CNN Brasil
