Por Gaby Santana
O assassinato da menina Pétala Yonah, de 7 anos, encontrado na última segunda-feira (20), na Zona Oeste de Natal, foi premeditado pelo ex-padrasto da vítima, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (22). A criança estava desaparecida havia quase um dia quando foi localizada enterrada no quintal da residência do suspeito, no conjunto Leningrado.
De acordo com as investigações, o homem confessou o crime e chegou a fazer anotações em um caderno detalhando um suposto plano inicial de sequestro. No entanto, conforme apontou o delegado Márcio Lemos, o próprio suspeito admitiu posteriormente que a intenção era matar a criança como forma de atingir a ex-companheira, com quem manteve relacionamento até janeiro deste ano.
“A motivação principal foi atingir a mãe da vítima, já que ele não aceitava o fim da relação”, explicou o delegado. Diante disso, o caso foi enquadrado como vicaricídio quando o crime é cometido para causar sofrimento a um terceiro além de ocultação de cadáver.
O suspeito foi preso no local de trabalho e teve a prisão em flagrante convertida em temporária na terça-feira (21). Durante os depoimentos, ele apresentou versões contraditórias, chegando a alegar que teria deixado a criança amarrada em uma área de mata, o que foi descartado pela investigação. Testemunhos de outras crianças também contradisseram a versão de que Pétala teria saído da casa acompanhada.
A polícia apreendeu ainda dois celulares, sendo um deles encontrado no lixo, que passará por perícia para esclarecer possíveis motivações adicionais ou até eventual participação de terceiros. Apesar disso, até o momento, não há indícios de envolvimento da mãe da criança no crime.
As investigações apontam também que o suspeito pretendia remover o corpo da vítima para outro local, o que não teria sido concretizado devido à rápida atuação das autoridades nas primeiras horas após o desaparecimento.
A causa da morte ainda está sendo apurada. O investigado apresentou versões diferentes, incluindo asfixia e possível envenenamento, mas nenhuma delas foi confirmada até o momento. Exames periciais seguem em andamento. A princípio, a hipótese de violência sexual foi descartada, mas laudos técnicos ainda devem confirmar essa informação.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito está em fase final e deve ser concluído em até 30 dias.
Fonte : G1
