A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (3), a Operação Dose Final, que resultou na prisão de 17 investigados ligados a uma organização criminosa suspeita de atuar em roubos a farmácias, tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de prisão — 16 em Salvador e um em São Paulo — além de 41 mandados de busca e apreensão.
A ação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia e de forças de segurança dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. As medidas judiciais foram executadas em diversos bairros de Salvador, incluindo Valéria, Narandiba, Nordeste de Amaralina, Pirajá, Engenho Velho da Federação e Garcia, além das cidades de São Paulo (SP) e Mesquita (RJ).
Segundo as investigações, o grupo passou a ser monitorado após uma série de roubos contra redes farmacêuticas da capital baiana. Os criminosos tinham como alvo medicamentos de alto valor comercial, entre eles Mounjaro, Ozempic e Wegovy. Durante a apuração, a Polícia Civil identificou indícios de que os roubos faziam parte de uma estrutura criminosa mais ampla, com atuação concentrada na região do Nordeste de Amaralina.
Além dos crimes patrimoniais, a organização é investigada por tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios relacionados a disputas territoriais e lavagem de dinheiro. De acordo com a polícia, o grupo possuía divisão de funções e elevada capacidade operacional.
Entre os presos está um suspeito apontado como responsável por uma central clandestina de desbloqueio de celulares roubados e furtados. No local, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e dez aparelhos celulares. Outro investigado é acusado de atuar na distribuição de drogas na área dominada pela organização.
As investigações também alcançaram um homem suspeito de receptar medicamentos roubados para posterior revenda ilegal, além de outro investigado apontado como responsável pela divulgação de conteúdos relacionados ao tráfico de drogas e às atividades do grupo criminoso.
Com autorização judicial, foram bloqueados bens e valores que somam R$ 12,5 milhões. Segundo a Polícia Civil, a medida busca enfraquecer financeiramente a organização e reduzir sua capacidade de atuação.
Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, equipamentos eletrônicos e documentos que serão analisados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.

