Uma sessão da Câmara Municipal de Campos Borges, no norte do Rio Grande do Sul, terminou em agressões físicas entre dois vereadores na noite de segunda-feira (26). A confusão começou quando Adriano Nogueira (PDT) jogou água em Ivo Tiaraju Borba (MDB), que discursava na tribuna. O episódio foi registrado pela transmissão oficial do Legislativo e levou ao encerramento dos trabalhos.
O desentendimento ocorreu durante uma fala de Borba sobre o comportamento do colega em uma sessão anterior. O vereador do MDB criticava declarações que considerou desrespeitosas e cobrava respeito à ética e ao decoro parlamentar.
Enquanto Borba discursava, Nogueira contestou as críticas. Em seguida, levantou-se e jogou o conteúdo de um copo de água no colega. Os dois passaram a trocar agressões físicas, incluindo socos e empurrões, diante dos demais parlamentares.
O presidente da Câmara, Mateus Carvalho Merlin (PL), pediu ordem no plenário, enquanto outros vereadores intervieram para separar os envolvidos. Com a continuidade da confusão, a sessão foi encerrada.
Vereador relata ferimentos e registra ocorrência
Segundo informações divulgadas pela imprensa gaúcha, Borba sofreu ferimentos na cabeça e no pescoço e registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Após o episódio, o parlamentar afirmou defender o diálogo, o respeito e a ética no exercício do mandato.
Nogueira, por sua vez, justificou a reação alegando ter sido provocado durante o debate. Em manifestação divulgada posteriormente à imprensa, afirmou que perdeu o controle diante das críticas e sustentou que buscava defender moradores que, segundo sua avaliação, não estariam recebendo a devida atenção.
As versões dos parlamentares sobre as circunstâncias do conflito não substituem a apuração formal dos fatos.
Câmara anuncia providências
Em nota oficial, a Presidência da Câmara classificou o episódio como lamentável e afirmou que divergências políticas devem ser tratadas com respeito, civilidade e observância às normas institucionais.
O Legislativo informou que adotará medidas regimentais, administrativas e legais para apurar as circunstâncias do confronto e avaliar eventuais responsabilidades. A nota também ressalta a garantia do devido processo legal e do direito à ampla defesa dos envolvidos.
A ocorrência repercutiu após a divulgação das imagens da transmissão legislativa nas redes sociais. O caso deverá ser analisado pelas instâncias competentes, tanto no âmbito da Câmara quanto, conforme as providências adotadas, na esfera policial.
Fontes: GZH, Estadão Conteúdo/UOL e Congresso em Foco.

