Operação em Salvador investiga fraudes eletrônicas com prejuízo superior a R$ 290 mil

Investigação aponta uso de cartões de crédito falsos e dados de terceiros para comprar produtos eletrônicos; 86 transações fraudulentas foram identificadas.

Um homem de 33 anos foi preso nesta quarta-feira (28), em Salvador, durante a Operação Chargeback, que investiga um esquema de fraudes eletrônicas contra uma empresa de serviços financeiros digitais. Segundo a Polícia Civil da Bahia, o prejuízo provocado pelas transações ultrapassa R$ 290 mil.

O suspeito foi localizado no bairro de Piatã. As investigações apontam que ele utilizava uma conta antiga na plataforma digital para realizar compras com cartões de crédito falsos e dados de terceiros. Os produtos eletrônicos eram enviados para endereços ligados ao investigado e a possíveis comparsas.

De acordo com a apuração policial, depois que as mercadorias eram recebidas, os titulares legítimos dos cartões contestavam as compras. A empresa, então, realizava os reembolsos, assumindo o prejuízo financeiro. Esse procedimento é conhecido como chargeback, termo que dá nome à operação.

Investigação identificou 86 compras

A Polícia Civil informou que foram identificadas 86 compras fraudulentas, realizadas entre março e junho de 2025. As transações resultaram na aquisição de 65 celulares, 17 caixas de som, dois consoles de videogame e outros equipamentos eletrônicos. O prejuízo foi calculado em R$ 290.597,85.

Além da prisão preventiva, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nos bairros de Plataforma e Cajazeiras X, em Salvador. Durante a operação, foram apreendidos três notebooks, dois tablets, celulares, um videogame, outros dispositivos eletrônicos e um veículo.

Os materiais recolhidos serão submetidos à perícia. A Justiça também determinou o bloqueio do valor relacionado ao prejuízo investigado e o sequestro de bens, medidas que podem contribuir para o eventual ressarcimento da empresa.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic). As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e localizar mercadorias relacionadas ao esquema.

 

Fonte: Henrique Coelho / Ascom-PCBA

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