O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, seguiu para os Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28), acompanhado da esposa e das duas filhas, segundo informações de monitoramento aéreo e reportagens publicadas nesta quarta. A aeronave particular utilizada no deslocamento saiu da Argentina, fez uma escala em Guayaquil, no Equador, e prosseguiu em direção a Miami, na Flórida.
De acordo com o site FlightAware, o avião Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa Baires Fly S.A., decolou de Guayaquil às 6h22, no horário de Brasília. A previsão de chegada era por volta das 10h40 ao aeroporto executivo de Opa-locka, na região de Miami. O trajeto registrado passou por países sul-americanos sem sobrevoar o espaço aéreo brasileiro durante esse trecho da viagem.
Entrada na Argentina foi confirmada
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio Bolsonaro entrou no país às 22h50 de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, acompanhado de Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e das filhas Carolina e Luiza.
Segundo o órgão, os quatro apresentaram documentos válidos para a entrada no território argentino e não houve incidentes no procedimento migratório. Cerca de 40 minutos depois, às 23h30, o grupo embarcou em um voo particular operado pela Baires Fly S.A., cujo plano de voo indicava Guayaquil como destino inicial.
A passagem pela Argentina esclareceu parte das informações contraditórias divulgadas na terça-feira, quando aliados do senador afirmaram que ele já estaria nos Estados Unidos. Naquele momento, ainda não havia confirmação independente de sua localização.
Viagem ocorre após determinação do STF
O deslocamento ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que Flávio entregasse seus passaportes comum e diplomático à Polícia Federal em até 24 horas e proibiu sua saída do Brasil. Reportagens publicadas nesta quarta-feira informaram que os documentos brasileiros foram cancelados após o término do prazo sem a entrega.
O caso levanta questionamentos sobre como o senador deixou o território brasileiro diante da restrição judicial. Até o momento, as informações consultadas não esclarecem integralmente as circunstâncias da travessia da fronteira nem apresentam uma conclusão oficial sobre eventual descumprimento da ordem. Cabe às autoridades responsáveis apurar os fatos e informar o Supremo sobre o ocorrido.
O governo dos Estados Unidos havia informado que emitiria vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares. O presidente Donald Trump também declarou que permitiria a entrada do senador no país, embora tenha questionado, sem apresentar provas, a legitimidade do resultado das eleições brasileiras.

