Por Ana Sampaio
O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia instaurou um inquérito para investigar um caso de trabalho escravo descoberto durante a operação “Em Chamas”, realizada pela Polícia Civil. A ação, que teve foco no combate à produção e comercialização clandestina de fogos de artifício, ocorreu na última quinta-feira (12) nos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana e Serrinha.
Em Alagoinhas, seis trabalhadores foram encontrados em condições degradantes. Segundo os agentes, eles não tinham registro em carteira, não contavam com equipamentos de proteção individual ou coletiva e estavam expostos a riscos de segurança e higiene. As vítimas foram encaminhadas para a rede de assistência social do estado, que já iniciou o processo de acolhimento e suporte.
O procurador Ilan Fonseca, que acompanha as ações de combate ao trabalho escravo na produção de fogos na Bahia, destacou a importância da integração entre os órgãos públicos envolvidos. Para ele, a operação evidencia a gravidade da situação e os perigos tanto para os trabalhadores quanto para a sociedade, devido aos riscos de acidentes e à violação dos direitos humanos.
Além do resgate, a operação resultou na apreensão de cerca de dois milhões de unidades de fogos de artifício somente em Alagoinhas. Três pessoas, entre elas dois proprietários de uma das fábricas clandestinas, foram levadas à delegacia e liberadas após pagamento de fiança. Em Feira de Santana e Serrinha, os agentes recolheram mais de 20 mil fogos irregulares, que serão destruídos pela Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC).
