“Jogo grande não se joga, se ganha”. O Bahia fez uma partida de mata-mata de Copa do Brasil que justifica um dos lemas para partidas decisivas no futebol. O Tricolor baiano saiu completamente da zona de conforto contra o Fluminense, na última quinta-feira, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, mas aproveitou lance inteligente de dois jogadores decisivos em 2025 para vencer por 1 a 0 e largar em vantagem nas quartas de final.
Convocado por Carlo Ancelotti para defender a Seleção nos dois próximos jogos das Eliminatórias da América do Sul, Jean Lucas cobrou falta rápida para Luciano Juba, que vive grande fase, marcar o gol da vitória azul, vermelha e branca em um jogo de apenas três chances claras do Bahia.
Dificuldades e equilíbrio
Na escalação, Rogério Ceni escolheu Cauly de titular no lugar do lesionado Ademir, enquanto Erick Pulga, recuperado de lesão, começou no banco. No gol, Ronaldo foi mantido no 11 inicial mesmo com João Paulo à disposição pela primeira vez.
Mas o Bahia sentiu as ausências de Caio Alexandre e Ademir, lesionados. Com dificuldades de criação e pouco espaço para tocar a bola na frente da área adversária, o Tricolor baiano precisou conviver o tempo inteiro com um jogo muito truncado. O jeito foi explorar a bola parada cruzada na área com desvio de Jean Lucas de cabeça na trave, aos 16 minutos.
Após a primeira chance, porém, o Tricolor baiano precisou de grande intervenção de Ronaldo em lance no qual Ramos Mingo caiu em disputa pela bola e deixou buraco na linha defensiva para finalização de Canobbio. Neste momento de maior pressão do Fluminense, o Bahia chegou a sofrer gol anulado por impedimento de Serna após escanteio.
A pressão dos visitantes fez o time de Rogério Ceni se perder ofensivamente e passar mais tempo no campo de defesa. Arias, Everton Ribeiro e Kayky foram bem marcados pelo lado direito e não encontraram espaços. Na esquerda, Cauly e Jean Lucas também não fizeram o jogo fluir.
O cenário se manteve no segundo tempo, com o Bahia pressionado e sofrendo em outra cobrança de escanteio perigosa nos primeiros minutos. A torcida já estava impaciente, pediu Erick Pulga e foi atendida por Rogério Ceni aos oito minutos.
O treinador aproveitou para trocar duas opções ofensivas. Além de Pulga na vaga de Kayky, Lucho Rodríguez substituiu Willian José, e Cauly passou a atuar pelo lado direito do ataque. Só que o Bahia não destravou o jogo e ficou muito tempo sem finalizar. Além disso, precisou de outra grande defesa de Ronaldo e de um sistema defensivo sólido nas investidas do Fluminense.
