No Dia do Assistente Social, categoria reforça mobilização por valorização profissional e melhores condições de trabalho na Bahia

O Dia do Assistente Social, celebrado nesta sexta-feira (15), foi marcado por reflexões sobre a importância da profissão e pelo fortalecimento das mobilizações em defesa da valorização da categoria. Na Bahia, assistentes sociais reforçam a luta por melhores condições de trabalho, implantação do piso salarial nacional, redução da carga horária para 30 horas semanais e fortalecimento das políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade.

Em entrevista à Rádio Interativa FM, a assistente social Rita Neri, que atua nos municípios de Mutuípe e Sapeaçu, destacou que a data representa não apenas um momento de homenagem, mas principalmente de mobilização e resistência diante dos desafios enfrentados diariamente pelos profissionais do serviço social.

Segundo Rita Neri, o serviço social desempenha papel fundamental em áreas como assistência social, saúde, educação, previdência, habitação e sistema de justiça, atuando diretamente no enfrentamento das desigualdades sociais.

Apesar da relevância da profissão, Rita alerta para dificuldades enfrentadas pela categoria, especialmente na Bahia. Entre os principais pontos reivindicados estão vínculos de trabalho precarizados, baixos salários, equipes reduzidas e o aumento constante das demandas sociais.

“Muitos profissionais atuam em territórios marcados pela pobreza, violência, insegurança alimentar e ausência de políticas públicas suficientes. Isso gera uma pressão emocional muito grande, porque lidamos diretamente com o sofrimento social das famílias”, destacou.

A mobilização da categoria ganhará ainda mais força entre os dias 29 e 31 de maio, durante a Assembleia Nacional dos Assistentes Sociais, promovida pela Federação Nacional dos Assistentes Sociais (FENAS), em Salvador.

O encontro reunirá profissionais, sindicatos e representantes de entidades nacionais para discutir os rumos do serviço social brasileiro e estratégias de fortalecimento das lutas sindicais e trabalhistas da categoria.

A programação contará com debates sobre precarização das relações de trabalho, combate ao assédio moral e sexual, formação sindical e projetos de interesse da categoria que tramitam no Congresso Nacional.

Entre as principais pautas defendidas pelos assistentes sociais estão dois projetos considerados históricos: a criação do piso salarial nacional e a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais.

Rita  também ressaltou a importância do apoio do poder público, do Legislativo e da sociedade para que os projetos avancem no Senado e se transformem em direitos garantidos à categoria.

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