Por Gaby Santana
Com mais de 30 mil procedimentos realizados em 2024, país registrou crescimento de 18% em relação a 2022; Ministério da Saúde lançou pacote de medidas para reduzir tempo de espera, modernizar processos e aumentar captação de órgãos.
O Brasil alcançou, em 2024, um recorde histórico no número de transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foram mais de 30 mil procedimentos, número 18% superior ao registrado em 2022, consolidando o país como referência mundial em transplantes dentro de um sistema público de saúde.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4/6), em Brasília, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Temos que celebrar esse recorde. É a reafirmação do Brasil como o país que mais faz transplantes em sistema público de saúde no mundo”, destacou o ministro.
Além do balanço, a pasta apresentou um conjunto de medidas para modernizar o Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Entre as novidades estão a implementação da Prova Cruzada Virtual, que deve reduzir o tempo entre doação e cirurgia, diminuir risco de rejeição e agilizar a distribuição de órgãos; e a reorganização da logística de alocação, priorizando estados da mesma região geográfica antes da transferência para a lista nacional.
Outra medida histórica é a incorporação do transplante de intestino delgado e multivisceral ao SUS, ampliando o acesso a procedimentos de alta complexidade antes restritos à rede privada. Já o Programa Nacional de Qualidade em Doação para Transplantes (ProDOT) terá como foco capacitar equipes para melhorar o acolhimento das famílias, a fim de reduzir negativas de autorização – que hoje chegam a 45%.
Atualmente, cerca de 78 mil pessoas aguardam na fila por um transplante no país. Os órgãos mais demandados em 2024 foram: rim (42.838), córnea (32.349) e fígado (2.387). Já os procedimentos mais realizados foram: córnea (17.107), rim (6.320), medula óssea (3.743) e fígado (2.454).
Entre outras medidas anunciadas, destacam-se:
uso da membrana amniótica para tratamento de queimaduras, reduzindo tempo de cicatrização e infecções;
reajuste de até 50% em procedimentos relacionados ao transplante de córnea, fortalecendo a atuação dos bancos de olhos;
ampliação de centros de referência no tratamento de falência intestinal irreversível.
Mais de 85% dos transplantes realizados no Brasil são custeados pelo SUS, que também fornece integralmente os medicamentos imunossupressores necessários para a vida dos pacientes.
Fonte: gov.br
