Jacobina, no norte da Bahia, foi o município do Nordeste que mais registrou tremores de terra de magnitude igual ou superior a 1,5 entre janeiro e julho de 2026. Segundo dados do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), foram 60 ocorrências no período.
O número coloca Jacobina com ampla vantagem sobre o segundo município com maior quantidade de registros: Currais Novos, no Rio Grande do Norte, que contabilizou 23 tremores.
A Bahia também aparece com destaque no levantamento. Além de Jacobina, outros cinco municípios baianos estão entre os dez primeiros da lista: Maracás, Santaluz, Serrinha, Itagibá e Jaguarari.
Veja o top 10
| Posição | Município | Estado | Tremores |
|---|---|---|---|
| 1º | Jacobina | BA | 60 |
| 2º | Currais Novos | RN | 23 |
| 3º | Maracás | BA | 13 |
| 4º | Santaluz | BA | 9 |
| 5º | Caruaru | PE | 8 |
| 6º | Serrinha | BA | 7 |
| 7º | Itagibá | BA | 6 |
| 8º | Jaguarari | BA | 6 |
| 9º | Canhoba | SE | 5 |
| 10º | Arapiraca | AL | 5 |
Além da quantidade, os registros de Jacobina chamam atenção pela proximidade entre alguns dos horários das ocorrências. Parte dos tremores foi registrada em intervalos próximos, inclusive entre 12h35 e 12h45.
A atividade sísmica não é considerada incomum na Bahia. As regiões de Jacobina e Jaguarari estão entre as áreas do estado que apresentam maior frequência de registros de abalos.
Segundo informações do LabSis/UFRN, os tremores estão associados à movimentação de pequenas falhas geológicas existentes na região.
O Laboratório Sismológico da UFRN monitora a atividade sísmica no Nordeste e acompanha ocorrências registradas em diferentes municípios da região. A magnitude de um tremor, por si só, não determina necessariamente a existência de danos: os efeitos também dependem da profundidade, localização e características do evento.

