Por Gaby Santana
Grandes catástrofes naturais já provocaram milhares de mortes em diferentes partes do mundo em 2026. Entre os eventos mais graves estão terremotos, enchentes, deslizamentos e tempestades.
Na Venezuela, dois terremotos registrados em junho deixaram 6.125 mortos, segundo o balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas e publicado pela Reuters. O número faz do desastre um dos mais letais registrados neste ano.
Na fronteira entre o Nepal e o Tibete, uma das tragédias mais recentes já provocou pelo menos 362 mortes em toda a região: são 359 vítimas no Nepal e três no lado tibetano, na China. O desastre aconteceu após o colapso de uma geleira, que provocou uma avalanche de gelo, rochas e lama e desencadeou uma enorme inundação.
As imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a força da água e da lama atinge áreas habitadas, arrastando veículos, destruindo construções e levando pontes. Vilarejos inteiros foram atingidos.
As equipes de resgate continuam trabalhando na região. Mais de mil pessoas ainda estão desaparecidas, incluindo moradores, turistas e peregrinos de diferentes países. O acesso às áreas atingidas é difícil devido à destruição de estradas, pontes e outras estruturas.
As autoridades também revisaram a explicação inicial sobre um possível terremoto. Segundo informações atualizadas, o sinal sísmico registrado no momento da tragédia foi associado ao próprio deslizamento de gelo e rochas, e não a um terremoto que teria provocado o colapso da geleira.
Na China, o tufão Maysak provocou fortes chuvas e inundações e deixou 159 mortos e dez desaparecidos, segundo dados divulgados pelas autoridades chinesas.
Já na República Democrática do Congo, um deslizamento atingiu uma área de mineração de coltan em Rubaya. Os primeiros balanços apontaram mais de 200 mortos, mas o número final ainda deve ser tratado com cautela diante das dificuldades para acessar a região.
Os números mostram a dimensão das principais tragédias registradas em 2026. No entanto, os balanços ainda podem mudar, principalmente no Nepal e no Tibete, onde as equipes continuam procurando desaparecidos.
Até esta quinta-feira (27), o desastre na região do Nepal e Tibete soma pelo menos 362 mortos, considerando os dois lados da fronteira


