Desemprego em queda: mais brasileiros encontram oportunidade e renda cresce

Por Gaby Santana

 

O mercado de trabalho brasileiro dá sinais de melhora e, para milhões de famílias, isso significa esperança e estabilidade. A taxa de desocupação caiu para 5,6% no trimestre encerrado em agosto, repetindo o menor nível já registrado na série histórica da Pnad Contínua do IBGE. No mesmo período do ano passado, o índice era de 6,6%.

Hoje, 6,1 milhões de pessoas estão sem emprego – o menor número da série histórica – e o total de ocupados chega a 102,4 milhões. Entre os que têm carteira assinada, um recorde: 39,1 milhões, aumento de 1,2 milhão em relação ao ano passado.

O impacto na vida das pessoas
Para famílias que dependem do salário mensal, a ocupação em alta representa mais segurança e planejamento. “O mercado de trabalho está aquecido, e isso é bom para o trabalhador”, afirma William Kratochwill, analista da pesquisa.

A educação pública foi um dos setores que mais gerou empregos temporários, com contratações em creches e escolas. Ao mesmo tempo, alguns trabalhadores domésticos migraram para outras funções, buscando melhores oportunidades e renda.

Autônomos e informalidade
O trabalho por conta própria também cresceu, atingindo 19,1 milhões de pessoas. Muitos se dedicam a atividades de comércio e alimentação, mostrando como os brasileiros buscam alternativas para garantir o sustento. “A informalidade é, muitas vezes, uma forma de manter a família”, destaca Kratochwill.

Renda e esperança
O rendimento médio do trabalhador chegou a R$ 3.488, estável em relação ao trimestre anterior e 3,3% acima da inflação no ano. A massa salarial – total pago aos trabalhadores – atingiu R$ 352,6 bilhões, crescimento de 5,4% em relação ao ano passado. Para quem vive do próprio trabalho, cada aumento faz diferença na alimentação, educação e na qualidade de vida.

Mais vagas formais
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que agosto teve saldo positivo de 147 mil empregos formais, e nos últimos 12 meses o país gerou 1,4 milhão de postos com carteira assinada.

Apesar da taxa básica de juros em 15% ao ano, o mercado de trabalho segue aquecido.

Fonte: Agência Brasil

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