Diretora da Fiesp critica fim da escala 6×1 por usar os fins de semana para mercado e salão: “Quem vai nos atender?”

A diretora-executiva da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Luciana Nunes Freire, gerou repercussão nas redes sociais ao questionar os possíveis impactos do fim da escala 6×1 durante uma audiência no Senado Federal realizada nesta quarta-feira (1º). O debate discutiu a proposta que reduz a jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas.

Ao defender sua posição, Luciana citou serviços utilizados pela população nos fins de semana e levantou dúvidas sobre como funcionariam caso a mudança seja aprovada.

“Eu trabalho 5×2 e, aos sábados, qualquer mulher que está nesse plenário, que está no centro urbano ou está em uma comunidade, vai ao salão de cabeleireiro. E vai estar fechado aos sábados para nos atender?”, questionou.

A executiva também afirmou que atividades consideradas essenciais poderiam ser afetadas aos domingos.

“Qualquer mulher que é arrimo de família ou, como eu, que sustenta mãe e filha, aos domingos eu abasteço o supermercado, eu busco comida para a minha família, eu compro remédio para a minha mãe. Vai estar tudo fechado aos domingos para mim? É certo os serviços essenciais fecharem e prejudicar a população?”, declarou.

A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados prevê apenas a redução da jornada máxima semanal para 40 horas e a concessão de duas folgas semanais, preferencialmente aos fins de semana. O texto não determina o fechamento de estabelecimentos nem proíbe o funcionamento de setores específicos.

As declarações rapidamente viralizaram nas redes sociais e dividiram opiniões. Enquanto parte dos internautas criticou o argumento da representante da Fiesp, outros afirmaram ter dúvidas sobre como a nova jornada poderia impactar o funcionamento de serviços aos fins de semana.

Comentários como “Já ouviu falar de escala?”, “Ela trabalha 5×2 e os outros não podem?” e “Os serviços continuam funcionando com revezamento de equipes” ganharam destaque entre as reações. Por outro lado, alguns usuários defenderam o debate e afirmaram que ainda existem questionamentos sobre a aplicação prática da proposta em setores que funcionam diariamente.

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