EUA oficializam saída da Organização Mundial da Saúde após um ano de processo iniciado por Trump

Por Gaby Santana

Os Estados Unidos deixaram oficialmente a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (22 de janeiro de 2026), um ano após o presidente Donald Trump iniciar o processo de retirada do país do principal órgão internacional de saúde pública. A decisão ocorre em meio a debates sobre o pagamento de contribuições pendentes e preocupações globais sobre o futuro da cooperação sanitária internacional.

O processo de retirada foi formalizado por meio de uma ordem executiva assinada por Trump no primeiro dia de seu segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025. Pela legislação dos EUA, uma notificação prévia de um ano é exigida antes da efetiva saída de uma organização internacional  e foi cumprida. Entretanto, o governo americano ainda tem contribuições pendentes à OMS referentes aos anos de 2024 e 2025, estimadas em cerca de US$ 260 milhões.

Em nota, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que a OMS “falhou em conter, gerenciar e compartilhar informações de saúde” e que os Estados Unidos suspenderam qualquer transferência de recursos à agência em resposta a essas falhas.

A saída dos EUA representa a perda de quase 20% do financiamento da OMS, historicamente o maior contribuinte individual da agência. Como resultado, a organização já iniciou cortes orçamentários, reduziu sua equipe de gestão e planeja demitir cerca de um quarto de seus funcionários até meados de 2026.

Especialistas e lideranças internacionais já expressaram preocupação em relação ao impacto da decisão. Pesquisadores em saúde pública alertam que a ausência dos EUA pode enfraquecer a capacidade global de monitorar surtos, coordenar respostas a emergências sanitárias e desenvolver vacinas, além de reduzir a troca de dados essenciais sobre doenças entre países.

A oficialização da saída americana da OMS representa uma mudança significativa na cooperação global em saúde pública, levantando dúvidas sobre como a organização manterá sua capacidade técnica e financeira sem o apoio de seu principal financiador histórico. A partir de agora, a OMS buscará novas fontes de financiamento e apoio, e países parceiros precisam avaliar como adaptar seus próprios mecanismos de resposta a futuras ameaças sanitárias em um cenário de menor envolvimento direto dos EUA

Fonte: Veja

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