O número de mortos em decorrência das inundações e deslizamentos registrados entre o Nepal e a China chegou a 1.130, segundo balanços divulgados pelas autoridades nesta quarta-feira (2). Ao menos 4.462 pessoas estão desaparecidas nos dois países, enquanto equipes de emergência continuam trabalhando nas regiões atingidas.
No Nepal, foram contabilizadas 1.114 mortes e 3.916 desaparecimentos. Entre as pessoas ainda não localizadas estão 639 trabalhadores que ficaram presos em túneis de usinas hidrelétricas afetadas pela elevação das águas do rio Trishuli.
No Tibete, território da China, as autoridades registraram 16 mortes e 546 desaparecidos.
Desastre começou após rompimento de geleira
A tragédia teve início em 26 de agosto, após o rompimento de uma geleira na região do Himalaia. O desprendimento provocou uma grande movimentação de água e detritos, que atingiu áreas localizadas nas montanhas.
As enxurradas carregaram pedras, árvores, sedimentos e grandes volumes de água acumulados em lagos de altitude. O fenômeno atingiu comunidades e provocou destruição em diferentes pontos da região.
As operações de resgate são prejudicadas pela quantidade de destroços, pelas condições do terreno e pelo isolamento de algumas áreas atingidas.
Estrangeiros estão entre os desaparecidos
Também há 583 turistas estrangeiros entre as pessoas desaparecidas. Representações diplomáticas de diferentes países acompanham as buscas e auxiliam na tentativa de localizar seus cidadãos.
As equipes de emergência seguem concentradas na procura por sobreviventes e na localização dos desaparecidos. O número de vítimas pode aumentar à medida que os socorristas consigam acessar áreas que permanecem isoladas ou parcialmente destruídas pelas inundações e deslizamentos.


