Por Gaby Santana
Um vídeo inusitado gravado nas ruas de Goiânia colocou o nome do pastor e bispo Eduardo Costa no centro de uma polêmica nas redes sociais. Conhecido na região por sua atuação como líder religioso e cantor gospel, Eduardo foi flagrado usando roupas íntimas femininas e uma peruca loira, o que gerou surpresa entre internautas e membros da comunidade evangélica local.
As imagens foram divulgadas pela página Goiânia Mil Graus e logo viralizaram. No vídeo, o pastor aparece caminhando à noite, com trajes que destoam completamente da figura pública que normalmente exibe nas redes sociais — onde seu perfil no Instagram, com cerca de 1,6 mil seguidores, o apresenta como um homem de fé e “milagres”. Ele também é intérprete de músicas religiosas
Com a repercussão do vídeo, Eduardo gravou um novo conteúdo ao lado da esposa, a missionária Valquíria Costa, para se explicar. Segundo ele, a vestimenta fazia parte de um “disfarce” utilizado durante uma investigação pessoal. O pastor não especificou o motivo da investigação, mas afirmou que a ação foi autorizada por sua esposa, ainda que ela não soubesse de todos os detalhes.
O que chamou atenção foi a alegação de que a gravação teria sido usada como instrumento de chantagem. Eduardo contou que uma pessoa teria exigido o pagamento de uma quantia até o meio-dia de segunda-feira (11/8), sob ameaça de divulgar o vídeo. O pastor, no entanto, se recusou a pagar, afirmando que não se curvaria à tentativa de extorsão.
Apesar das declarações públicas, novos vídeos obtidos por portais locais e redes sociais lançaram dúvidas sobre a versão apresentada por ele. Imagens adicionais mostram Eduardo, dias antes do vídeo viral, usando roupas semelhantes em outro ponto da cidade, o que levanta questionamentos sobre a frequência do uso do disfarce e a real motivação por trás da situação.
Internautas reagem com espanto, críticas e, em alguns casos, depoimentos anônimos alegando que episódios similares já teriam ocorrido no passado. “Ele usa o nome de Deus para conseguir dinheiro”, disse uma seguidora ao comentar a gravação. Já outra pessoa relatou que a ex-esposa de Eduardo teria protagonizado uma cena de ciúmes ao flagrá-lo em uma situação parecida anteriormente.
Até o momento, o pastor não apresentou registro de boletim de ocorrência formal contra a suposta chantagem, e também não divulgou se irá tomar medidas legais.
O caso tem alimentado debates sobre privacidade, exposição na internet e os limites éticos , especialmente quando envolvidas em situações controversas. Enquanto parte do público questiona a coerência do comportamento de Eduardo Costa com seus princípios religiosos, outros defendem seu direito à explicação e apontam o episódio como mais um exemplo do uso abusivo da internet para o julgamento público.
