Sete em cada dez brasileiros acreditam que Jaques Wagner recebeu vantagens indevidas do Banco Master

Um levantamento realizado pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg aponta que 74,34% dos brasileiros entrevistados acreditam que o senador baiano Jaques Wagner (PT) recebeu vantagens econômicas indevidas do Banco Master. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (2) e incluiu o nome do parlamentar após a abertura de uma investigação da Polícia Federal sobre possíveis vínculos financeiros envolvendo pessoas próximas ao senador, empresas ligadas a ele e integrantes relacionados à instituição financeira.

Segundo informações divulgadas pela CNN, a investigação da Polícia Federal apura suspeitas de que o parlamentar teria recebido benefícios econômicos de forma direta ou indireta, por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas empresariais relacionadas ao banco. As apurações ainda estão em andamento e não há condenação ou decisão judicial definitiva sobre o caso.

Os dados do levantamento mostram que 9,4% dos entrevistados afirmaram não acreditar no envolvimento de Jaques Wagner com o Banco Master, enquanto 16,4% disseram não ter opinião formada sobre o assunto.

Após a operação da Polícia Federal, Wagner deixou a liderança do governo no Senado a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em manifestação enviada à imprensa, o senador afirmou que sua prioridade é demonstrar sua inocência e manter sua atuação política ao lado de Lula e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), além de buscar a própria reeleição e a de Rui Costa para o Senado.

A defesa do senador contesta as suspeitas levantadas pela investigação. Em nota, os advogados afirmaram que existem “erros graves” na operação e garantiram que Wagner “jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master”.

O levantamento também avaliou a percepção dos entrevistados sobre possíveis impactos políticos do episódio. Para 37,8%, o caso representa uma questão de caráter pessoal envolvendo o senador. Já 35,6% avaliam que a situação atinge diretamente o presidente Lula, enquanto 23,5% entendem que o episódio afeta parcialmente o chefe do Executivo federal. Outros 3% não souberam responder.

Mesmo após o afastamento da liderança governista no Senado, Lula participou de uma agenda oficial ao lado de Jaques Wagner na Bahia e declarou apoio ao aliado, chamando-o de “irmão”. O senador, por sua vez, afirmou que continua apoiando a candidatura de Lula nas eleições deste ano.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho de 2026. A margem de erro estimada é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi financiado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04582/2026.

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