O Esporte Clube Vitória foi condenado pela 15ª Vara do Trabalho de Salvador a pagar aproximadamente R$ 5 milhões ao zagueiro Bruno Uvini, por atrasos salariais e rescisão indireta do contrato. A decisão foi proferida pelo juiz Alexei Malaquias de Almeida, mas o clube rubro-negro já anunciou que vai recorrer, argumentando que pontos importantes do processo não foram devidamente considerados.
Em nota oficial divulgada neste domingo (4), o Vitória declarou respeitar a decisão, mas demonstrou total discordância com a sentença. A defesa do clube sustenta que o jogador jamais notificou oficialmente o clube sobre os supostos atrasos e que, por isso, a Justiça desconsiderou o princípio da boa-fé contratual e o requisito da imediatidade — fundamentos previstos na jurisprudência da Justiça do Trabalho.
Além disso, a diretoria afirma que sempre ofereceu ao atleta condições adequadas para o exercício das suas atividades, e que buscou alternativas para manter o vínculo, inclusive apresentando propostas que visavam à valorização de Uvini no mercado da bola.
Fora dos planos do clube desde o início de 2025, Bruno Uvini não entra em campo desde 18 de julho de 2024. Contratado em abril do mesmo ano, o defensor atuou em apenas oito partidas com a camisa rubro-negra. Em junho, o Vitória já havia antecipado que o Departamento Jurídico recorreria da decisão, acusando o atleta de “abandonar atividades indicadas” e tentar “se desvencilhar das suas obrigações contratuais” para atingir “objetivos óbvios”.
O clube concluiu a nota reafirmando seu compromisso com a legislação vigente e demonstrou confiança na reversão da decisão nas instâncias superiores.
