Vereador Junior Cardoso critica gestão municipal e cobra execução de obras em Mutuípe

Por Brício Lopes

 

Na sessão da Câmara realizada nesta quarta-feira (25), o vereador Junior Cardoso fez críticas à gestão do prefeito João Carlos, apontando, segundo ele, demora na execução de obras e não cumprimento de compromissos assumidos pelo governo municipal.

Durante o pronunciamento, o parlamentar listou uma série de demandas que considera pendentes. Entre elas a ausência de transporte gratuito para universitários, a construção da ponte na localidade da Água Branca, a implementação do programa Passe Livre. Junior Cardoso também mencionou a necessidade de obras de contenção de encostas na Rua Honório Ribeiro Costa e na localidade da Fonte do Céu.

Junior Cardoso também mencionou obras de infraestrutra do Estado que estão atrasadas como: O sitema de abastecimento de água da localidade das Traíras, a demora no processo licitatório para a reforma da feira livre e a falta de definição sobre a licitação para pavimentação da estrada Mutuípe/Serra Grande.

O vereador ainda questionou o valor investido na aquisição do terreno onde foi construído o Colégio Estadual Antônio Felipe Evangelista Neto (CEAFEN). De acordo com apurado pela reportagem, o Governo do Estado pagou R$ 2,3 milhões.

A demora no sistema de regulação da secretaria Estadual de Saúde também foi alvo de críticas. Na tribuna livre, afirmou que tem recebido constantes pedidos de ajuda da população para intermediar transporte, exames e atendimentos de urgência, como casos de infarto, AVC e fraturas, que dependem de encaminhamento do Estado.

No discurso, Junior Cardoso comparou a atual gestão à administração da ex-prefeita Clélia Chaves Rebouças, defendendo que gestões anteriores teriam apresentado maior proximidade com a população. As críticas também se estenderam à APLB, sindicato que representa os professores, que, segundo ele, estaria sem posicionamento público diante da demora no reajuste salarial da categoria.

O vereador afirmou ainda que sua irmã, a professora municipal Lucimeire Cardoso, estaria sendo alvo de perseguição política. ‘‘Atingindo minha irmã, ele acha que atinge a mim. E acha que vou me calar. Só se me matar. Só se me matar’’, finalizou o Junior Cardoso.

As declarações do parlamentar devem repercutir no cenário político local e podem provocar manifestações tanto do Executivo municipal quanto das instituições mencionadas.

RELACIONADAS

MAIS RECENTES