Por Ana Sampaio
A sequência de temporais que atingiu a Zona da Mata mineira no fim de fevereiro e início de março se tornou uma das piores tragédias climáticas da região nos últimos anos. Dados consolidados pela Polícia Civil e Defesa Civil de Minas Gerais indicam que o número de mortes causadas por enchentes e deslizamentos chegou a 72, com 65 vítimas confirmadas em Juiz de Fora e sete em Ubá, deixando ainda pessoas desaparecidas e comunidades inteiras abaladas.
As chuvas intensas, consideradas históricas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e que ultrapassaram os padrões esperados para o mês, causaram transbordamentos de rios, deslizamentos em morros e alagamentos generalizados nas duas cidades e municípios vizinhos, provocando destruição de casas, queda de barreiras e prejuízos na infraestrutura urbana e rural.
Além dos mortos, as autoridades identificaram centenas de pessoas afetadas:
Desaparecidos: buscas seguem em áreas de risco, especialmente em Ubá, onde ao menos um morador ainda estava desaparecido após os eventos mais críticos.
Desalojados e desabrigados: milhares de moradores perderam suas casas ou foram retirados preventivamente das áreas mais vulneráveis após os deslizamentos e cheias.
Resgates e atendimentos: equipes do Corpo de Bombeiros e demais órgãos de emergência atuam intensamente no resgate de sobreviventes e no atendimento às vítimas, com centenas de chamados já registrados.
Diante do cenário crítico, o Inmet manteve alerta vermelho para acumulados de chuva superiores a 100 milímetros por dia até sexta-feira na região, o que pode agravar ainda mais os riscos de novos deslizamentos e alagamentos.
Autoridades municipais, estaduais e federais têm mobilizado esforços para fornecer atendimento emergencial, apoio humanitário, alimentação, abrigos provisórios e assistência às famílias atingidas. A população também é orientada a evitar retornar a áreas instáveis e seguir as recomendações das defesas civis locais.
A tragédia reforça a necessidade de atenção contínua a eventos climáticos extremos e à preparação das cidades brasileiras para enfrentar episódios cada vez mais frequentes de chuva intensa, que têm se tornado mais comuns durante a temporada de verão no país.
