Por Gaby Santana
Entre 28 e 29 cirurgiões-gerais do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, decidiram suspender temporariamente a formalização de um desligamento coletivo após a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) se comprometer a regularizar os pagamentos atrasados e reajustar os valores dos plantões.
A mobilização foi comunicada ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) em 17 de agosto. Inicialmente, 25 médicos procuraram o conselho relatando atrasos que, segundo eles, chegaram a cinco meses.
Os profissionais também questionam os valores pagos pelos plantões e afirmam que os atrasos contribuíram para a redução das equipes e o aumento da sobrecarga de trabalho.
Após as tratativas com a Sesab, os médicos decidiram recuar, neste momento, da formalização do desligamento. A categoria, porém, afirma que poderá retomar as medidas caso os compromissos assumidos pela secretaria não sejam cumpridos.
Médicos apontam novos atrasos
Em comunicado divulgado na terça-feira (25), os cirurgiões afirmaram que o pagamento realizado em agosto era referente aos serviços prestados nos meses de abril e maio.
Segundo os profissionais, o intervalo entre a realização dos plantões e o recebimento dos valores tem ultrapassado quatro meses em algumas situações.
Sesab apresenta outra versão
A Secretaria da Saúde da Bahia afirma que os pagamentos seguem o prazo contratual de até 60 dias, contados após a apresentação da documentação necessária para comprovar a realização dos plantões.
A pasta atribui eventuais pagamentos fora desse prazo à falta de documentação exigida.
Sobre o reajuste reivindicado pelos médicos, a Sesab informou que concedeu aumento de 30% na remuneração dos plantões.
A secretaria também declarou que não recebeu pedido formal de desligamento coletivo e que as escalas do Hospital Roberto Santos continuam organizadas para garantir a assistência aos pacientes.
O caso permanece em acompanhamento pelos profissionais e pelo Cremeb.
Fonte: CREMEB


