Por Ana Sampaio
O preço dos combustíveis voltou a preocupar os motoristas brasileiros com a alta do petróleo no mercado internacional, provocada principalmente pelo conflito no Oriente Médio. O barril do petróleo Brent passou dos US$ 100 nesta semana.
Para tentar evitar novos aumentos nas bombas, o governo federal anunciou mudanças nos impostos e nos descontos concedidos aos combustíveis.
GASOLINA
Na gasolina, o governo reduziu em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins.
Ao mesmo tempo, terminou o desconto de R$ 0,44 por litro que vinha sendo aplicado pela Petrobras.
Com a mudança, a Petrobras informou que o efeito final para as distribuidoras será de uma redução de R$ 0,19 por litro, considerando os impostos. O preço médio da gasolina A vendida pela empresa passou a ser de R$ 3,05 por litro.
Isso não significa, porém, que o consumidor encontrará automaticamente R$ 0,19 de desconto no posto. O preço final também depende de distribuidoras, postos, impostos estaduais e outros custos.
E O DIESEL?
Para o diesel, o governo anunciou uma nova subvenção de R$ 1 por litro.
Esse valor se soma ao benefício de aproximadamente R$ 1,12 por litro que já estava em vigor. Com isso, o apoio pode chegar a cerca de R$ 2,12 por litro.
A medida busca evitar que a alta do petróleo seja repassada de forma mais forte para o preço do diesel, combustível que tem grande peso no transporte de cargas e, consequentemente, no preço de diversos produtos.
PETROBRAS VOLTOU ATRÁS EM REAJUSTE
A Petrobras também passou por uma mudança de posição nesta quinta-feira (10).
Inicialmente, a empresa havia informado um aumento de R$ 0,19 por litro na gasolina vendida às distribuidoras. Depois, corrigiu a informação.
Segundo a Petrobras, o fim do desconto de R$ 0,44 seria compensado pela redução de R$ 0,63 nos impostos. Com isso, o efeito líquido passou a ser de queda de R$ 0,19 por litro para as distribuidoras.
POR QUE O PETRÓLEO SUBIU?
A principal pressão vem do conflito no Oriente Médio. A região é importante para o transporte mundial de petróleo e os ataques e problemas nas rotas de navios aumentaram o medo de falta de combustível no mercado internacional.
Nesta sexta-feira (11), o petróleo Brent era negociado acima dos US$ 100 por barril, mesmo após uma queda durante o dia.
As novas medidas do governo tentam aliviar esse impacto no Brasil. Mesmo assim, o preço que o motorista vai encontrar na bomba dependerá do repasse ao longo da cadeia de distribuição.

