Colégio de Tempo Integral Antônio Felipe Evangelista Neto realiza 14ª edição do Projeto EcoAfro em Mutuípe

Por Gaby Santana

O CEAFEN – Colégio de Tempo Integral Antônio Felipe Evangelista Neto promoveu nesta segunda-feira (18) a 14ª edição do Projeto Eco Afro, iniciativa voltada à valorização da educação antirracista e ao fortalecimento da identidade cultural negra no ambiente escolar. Neste ano, o projeto trouxe como tema “Liberdade não se assina, se constrói”.

A programação reuniu estudantes, professores e comunidade escolar em atividades educativas, culturais e reflexivas voltadas ao debate sobre relações étnico-raciais, representatividade e inclusão social.

A diretora da unidade, professora Joildes Santana, destacou a importância do projeto na formação cidadã dos estudantes e no enfrentamento ao racismo em diferentes contextos sociais.

Segundo a gestora, a proposta busca fortalecer uma educação comprometida com o reconhecimento das identidades e com a construção de uma sociedade mais consciente e igualitária. Ela ressaltou ainda que as discussões sobre educação antirracista acontecem ao longo de todo o ano letivo, envolvendo professores, alunos e toda a comunidade escolar.

Foto: Gaby Santana

A coordenadora do Projeto Eco Afro, professora Carmen Lúcia, explicou que as ações pedagógicas relacionadas às relações étnico-raciais são trabalhadas desde o início do ano e ganharam reforço nesta edição por meio do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, responsável pelo financiamento das atividades desenvolvidas pela iniciativa.

De acordo com a coordenação, o projeto deste ano ampliou os debates sobre o período pós-abolição e os impactos históricos da escravidão na formação social brasileira. A temática escolhida busca estimular reflexões sobre liberdade, igualdade racial e construção coletiva de direitos.

Outro ponto abordado durante as atividades foi a valorização da cultura local e da participação da população negra no desenvolvimento econômico e social da região, especialmente na produção ligada à cultura cacaueira no município.

A edição de 2026 do Eco Afro reforçou ainda a integração entre educação, cultura, sustentabilidade e conscientização social, promovendo debates sobre respeito à diversidade e combate às desigualdades raciais dentro e fora da escola.

RELACIONADAS

MAIS RECENTES