O governo dos Estados Unidos afirmou neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, teria sido capturado por tropas de forças especiais de elite norte-americanas durante uma operação militar no país. Segundo a mesma fonte, a ação contou com apoio de órgãos de segurança dos EUA.
Sendo o petróleo, centro da disputa. A Venezuela detém cerca de 17% das reservas comprovadas de petróleo do mundo, o equivalente a mais de 300 bilhões de barris um volume quase quatro vezes maior que o dos Estados Unidos, segundo dados de organismos internacionais do setor energético. O controle e o acesso a essas reservas têm sido apontados por analistas como um dos principais fatores por trás do agravamento da crise.
O então presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a realização de um ataque militar em larga escala em território venezuelano. De acordo com Trump, Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido detidos e retirados da Venezuela em uma operação conjunta com forças policiais dos Estados Unidos. Até o momento, o governo venezuelano não confirmou oficialmente a captura do presidente.
Durante a madrugada, explosões e colunas de fumaça preta foram registradas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, por volta das 3h, no horário de Brasília. Em paralelo, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) proibiu voos de companhias aéreas norte-americanas no espaço aéreo venezuelano, citando riscos à segurança.
Em resposta aos acontecimentos, o governo da Venezuela decretou estado de emergência nacional e anunciou a mobilização de planos de defesa. A intervenção foi duramente criticada por países aliados de Caracas. Colômbia e Cuba condenaram a ação militar, classificando-a como uma violação da soberania venezuelana.
Fonte: BBC
