Por Gaby Santana
A cidade de Salvador viveu, nesta quinta-feira 15 de janeiro, mais uma edição da Lavagem do Bonfim, manifestação religiosa e cultural com raízes profundas na história baiana e que atravessa séculos mobilizando milhares de pessoas pelas ruas da capital. tradição e devoção popular ao mesmo tempo em que enfatizou o sincretismo religioso que caracteriza parte essencial da identidade cultural da Bahia.
Com o famoso ditado “quem tem fé vai a pé”, a Lavagem do Bonfim começou nas primeiras horas da manhã com a saída da imagem do Senhor do Bonfim da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no bairro do Comércio. O cortejo seguiu por cerca de oito quilômetros até a Colina Sagrada, onde as baianas vestidas de branco realizaram o tradicional ritual de lavar as escadarias da Basílica com água perfumada gesto que simboliza purificação, proteção e renovação da esperança.
A celebração, considerada um dos momentos mais importantes do calendário religioso do país, aconteceu sob um forte esquema de segurança e coordenação pública. Um efetivo reforçado de policiais militares, civis e bombeiros foi mobilizado ao longo de todo o percurso, com atuação preventiva e pontos de observação estrategicamente distribuídos para garantir segurança e tranquilidade aos participantes.
Com mais de 1 milhão de pessoas ao longo do percurso, incluindo fiéis, moradores e visitantes de diferentes regiões do Brasil. enquanto alguns caminham em silêncio, fazendo pedidos e agradecimentos, outros entoam cânticos e celebram a caminhada com músicas tradicionais e ritmos populares que se mesclam ao longo do trajeto.
A Festa do Senhor do Bonfim, que inclui o novenário religioso e uma série de atividades paralelas, segue sendo uma das expressões mais potentes da Bahia um lugar onde o sagrado e o profano se encontram nas escadarias que continuam a ser lavadas com fé e com o cheiro de flores pelas mãos de quem acredita
