Por Ana Sampaio
A Meta, empresa dona do Instagram e do Facebook, fechou um acordo que pode fazer a companhia pagar até US$ 18 bilhões para encerrar um processo movido por 29 estados dos Estados Unidos.
A empresa era acusada de ter criado recursos no Instagram e no Facebook que poderiam incentivar crianças e adolescentes a passar tempo demais nas redes sociais. Os estados também alegavam que a Meta sabia dos possíveis impactos negativos desse uso na saúde mental dos jovens.
Em vez de levar o caso até um julgamento, a empresa decidiu fazer um acordo e pagar uma quantia que pode chegar a US$ 18 bilhões. O valor é considerado o maior já previsto em um acordo desse tipo.
Por que a Meta aceitou pagar?
A Meta afirmou que preferiu fazer o acordo porque um julgamento poderia trazer um risco financeiro ainda maior para a empresa.
O processo poderia resultar em uma indenização de até US$ 1,4 trilhão, de acordo com as estimativas apresentadas no caso.
O dinheiro do acordo será pago aos estados envolvidos ao longo de 10 anos. A previsão é que os recursos sejam usados em ações voltadas para a segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Instagram e Facebook terão novas regras para menores
O acordo não envolve apenas dinheiro. A Meta também terá que adotar novas medidas de proteção para usuários menores de idade.
Entre as mudanças estão regras para limitar o tempo de uso das redes sociais. Uma das medidas prevê bloqueio durante a madrugada, entre meia-noite e 6h, além de um limite de duas horas de uso por dia para determinados usuários menores.
A intenção é reduzir o tempo que crianças e adolescentes passam nas plataformas e diminuir possíveis impactos causados pelo uso excessivo das redes sociais.
Meta quer que TikTok e YouTube façam o mesmo
Um detalhe do acordo chama atenção. Cerca de US$ 5,3 bilhões, aproximadamente 30% do valor total, só serão pagos caso outras grandes plataformas, como TikTok e YouTube, também adotem medidas semelhantes e assumam compromissos financeiros.
A própria Meta publicou uma carta pedindo que as duas empresas participem das mudanças.
A justificativa é que, segundo a companhia, não adianta apenas uma rede social mudar suas regras se os jovens continuarem passando o mesmo tempo em outras plataformas.
O caso mostra que o debate sobre o uso de redes sociais por crianças e adolescentes está ganhando cada vez mais força e pode levar empresas de tecnologia a mudar a forma como esses aplicativos funcionam.


