Por Ana Sampaio
O Banco Central (BC) confirmou que, ainda em setembro, publicará as regras para a padronização do Pix Parcelado, modalidade que possibilitará o parcelamento de compras utilizando o sistema de pagamentos instantâneos. A iniciativa deve beneficiar aproximadamente 60 milhões de brasileiros que não têm acesso ao cartão de crédito, oferecendo uma alternativa formal de crédito.
Segundo o BC, a medida busca aumentar a transparência e promover educação financeira, além de garantir uma experiência mínima padronizada entre instituições financeiras. A expectativa é que o novo recurso incentive a concorrência, trazendo melhores condições tanto para consumidores quanto para lojistas.
Como vai funcionar o Pix Parcelado
Diferente do modelo tradicional de cartão de crédito, o Pix Parcelado funcionará como uma linha de crédito direta entre cliente e banco. O lojista continuará recebendo o valor integral da venda no ato da transação, enquanto o consumidor terá a possibilidade de parcelar o pagamento junto à instituição financeira, que assumirá o risco de inadimplência.
A funcionalidade poderá ser usada não apenas em compras de bens e serviços, mas também em transferências entre pessoas físicas, ampliando o alcance dentro do ecossistema do Pix.
Cada banco definirá suas próprias condições, como análise de crédito, cobrança de juros e políticas de risco. O BC destacou que os encargos recaem sobre o consumidor, mas há expectativa de que as taxas sejam competitivas.
“Quem paga juros no Pix Parcelado é o consumidor. Contudo, espera-se que os bancos ofereçam taxas que tornem o valor final menor ou igual ao parcelado sem juros no cartão”, informou o Banco Central.
