Por Ana Sampaio
Depois de meses de valorização, o preço do ovo voltou a se estabilizar nas prateleiras dos supermercados brasileiros. A queda no custo de insumos como milho e farelo de soja trouxe alívio ao consumidor e fortaleceu a demanda interna.
Em Curitiba, por exemplo, uma caixa com 30 unidades, que no início do ano custava cerca de R$ 30, agora é vendida por valores bem menores. Para o produtor Claudio Casagrande, os preços atuais refletem um retorno à normalidade:
“A matéria-prima teve uma queda, então está compensando. O preço está dentro de uma normalidade”, afirmou.
Exportações em crescimento
O mercado externo também tem ajudado a impulsionar o setor. Entre janeiro e julho, as exportações de ovos do Brasil mais que dobraram em relação ao mesmo período de 2024. Os Estados Unidos lideram as compras, com 19 mil toneladas importadas neste ano, devido aos impactos da gripe aviária.
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção nacional deve atingir 62 bilhões de ovos em 2025, alta de 7% em comparação com 2024. O presidente da entidade, Ricardo Santin, ressaltou a conquista de novos mercados:
“Tivemos a abertura da União Europeia, estamos consolidando o México, que se tornou um grande importador, e vimos a retomada de Angola. Além disso, os Emirados Árabes e o Japão estão crescendo”, destacou.
Perspectivas positivas para produtores
Com custos mais baixos e demanda aquecida, o setor de ovos projeta um cenário otimista para o restante de 2025. A expectativa dos produtores é de que a estabilidade nos preços se mantenha até o fim do ano, sustentada pelo equilíbrio entre o consumo interno em alta e a ampliação das exportações.
Fonte: Band
