Por: Gaby Santana
Diante do avanço de articulações no Congresso Nacional para aprovar um projeto de anistia que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o PT e outras entidades de esquerda iniciaram uma mobilização contra a medida.
A campanha prevê publicações nas redes sociais e convocações para que militantes participem de protestos no 7 de Setembro, reforçando o lema “Brasil contra anistia” e “Em defesa da democracia”.
Entre os alvos da oposição estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acusado de apoiar a pauta, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Progressistas, partido que recentemente deixou o governo Lula.
Apesar da mobilização da militância, o governo federal não incluirá a pauta em seus materiais oficiais nem nas celebrações do Dia da Independência, mantendo o foco na defesa da soberania nacional.
Em Belo Horizonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que há risco de aprovação da anistia no Congresso e destacou a importância da mobilização popular:
“O Congresso não é eleito pela periferia. A extrema-direita ainda tem muita força. É uma batalha que tem que ser feita também pelo povo.”
Ministros próximos ao presidente afirmam que, caso o Congresso aprove uma anistia irrestrita, Lula deve vetar o texto, reforçando seu papel de defensor da democracia frente aos apoiadores de Bolsonaro.
Nas redes sociais, a pauta da anistia tem ganhado mais destaque do que outros temas, inclusive o julgamento de Bolsonaro no STF. A esquerda incluirá a questão nos atos do “Grito dos Excluídos”, tradicional manifestação do 7 de Setembro, com palavras de ordem como “Sem anistia”.
Fonte: G1
