Por Brício Lopes
Na última sexta-feira (29), a prefeitura de Laje voltou a sofrer cortes no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A Receita Federal reteve R$ 450.878,59, valor referente a dívidas do município com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Segundo o extrato da prefeitura, há um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado para garantir que a dívida seja paga. Esse tipo de medida é comum quando a Justiça busca assegurar que os municípios quitem débitos pendentes.
O bloqueio comprometeu a capacidade de pagamento da prefeitura. Do total de R$ 1.197.594,31 recebidos na parcela do mês de agosto, foram aplicadas ainda deduções de R$ 179.639,14 para Saúde e R$ 239.518,85 para o Fundeb, restando apenas R$ 327.557,73 livres para despesas da administração.
Esta não é a 1ª vez que o município tem um revéz no repasse do FPM. No início do mês, a primeira parcela teve R$ 360.000,000 retidos pela Receita Federal para amortizar a divida com o INSS.
A prefeita Jaciara Reis enfrenta dificuldades financeiras desde o ínício do ano, mesmo após a exoneração de mais de 1.300 servidores no fim de julho.
Influência política em alta
Para arrumar a casa, o ex-prefeito Klédson Duarte Mota (Binho de Mota) foi chamado. Ele anunciou recentemente que vai assumir a secretaria Institucional de Governo, uma espécie de ‘‘Casa Civil’’ na prefeitura. Porém, a criação da secretaria ainda precisa ser votada na Câmara de Vereadores.
A influência do ex-prefeito só aumenta no governo de Jaciara Reis. Além de ser o padrinho político da prefeita (ele a indicou para o cargo), a sua esposa, Luziete Ribeiro dos Santos Mota, é atualmente a secretária de Administração.
Com os descontos frequentes, a prefeitura tem enfrentado dificuldades até para manter os serviços básicos em dia. O valor livre que restou do FPM é considerado insuficiente para custear folha de pagamento, contratos de fornecedores e demandas emergenciais. A escassez de recursos pressiona a gestão municipal a adotar novas medidas de contenção de gastos.
