Lula avalia criar Ministério do Idoso para o próximo mandato

Auxiliares do presidente teriam procurado especialistas para discutir uma pasta voltada à saúde, assistência social e proteção da população com mais de 60 anos; governo não confirmou a proposta.

Por Ana Sampaio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a possibilidade de criar um Ministério do Idoso para o próximo mandato, que começa em janeiro de 2027. A proposta ainda está em fase preliminar e, segundo informações divulgadas pelo g1 e confirmadas pela CNN Brasil, auxiliares do presidente procuraram especialistas para discutir a estrutura e as atribuições de uma eventual nova pasta.

A ideia é reunir políticas públicas relacionadas à saúde, à assistência social e à proteção dos direitos das pessoas idosas. Entre as referências consideradas nas conversas está a experiência da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que desenvolve atividades de ensino, pesquisa e promoção da qualidade de vida na terceira idade.

Apesar das articulações, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) não confirmou a criação do ministério. Até o momento, também não há anúncio oficial sobre orçamento, estrutura administrativa ou definição de quem poderia comandar a pasta.

Brasil tem mais de 34 milhões de pessoas idosas

A discussão ocorre em meio ao envelhecimento da população brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país tinha 34,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2024. Em 2025, essa faixa etária passou a representar 16,6% da população nacional.

O crescimento desse grupo amplia a demanda por políticas públicas nas áreas de saúde, previdência, assistência social, acessibilidade e proteção contra a violência e a discriminação.

Atualmente, as políticas federais voltadas à garantia dos direitos da pessoa idosa são coordenadas principalmente pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Caso seja criada, a nova estrutura poderá concentrar ações que hoje estão distribuídas entre diferentes órgãos do governo federal. No entanto, ainda não foram divulgados detalhes sobre como ocorreria essa reorganização.

Nomes são mencionados, mas não há indicação oficial

Entre os nomes citados nas articulações está o do médico e ex-deputado federal Alexandre Cardoso. O senador Paulo Paim (PT-RS) também foi mencionado por aliados como uma possibilidade para comandar a eventual pasta.

Nenhum dos dois, porém, recebeu indicação oficial para o cargo. A definição de um possível ministro dependeria do avanço da proposta e da confirmação da criação da estrutura.

Por enquanto, a discussão permanece no campo das articulações políticas e administrativas. A criação do Ministério do Idoso ainda não foi formalizada pelo governo federal.

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