A Dívida Pública Federal (DPF) alcançou R$ 9,383 trilhões em setembro de 2026, após crescer R$ 747,9 bilhões entre janeiro e setembro. O valor representa uma alta de 8,7% em relação a dezembro de 2025, quando o estoque estava em R$ 8,64 trilhões.
Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29), no Relatório Mensal da Dívida Pública Federal. Somente em setembro, o endividamento aumentou R$ 90,22 bilhões, uma variação de 0,97% em comparação com agosto, quando o estoque era de R$ 9,293 trilhões.
A incorporação de juros foi o principal fator responsável pelo aumento mensal. Dos R$ 90,22 bilhões adicionados à dívida em setembro, R$ 89,46 bilhões corresponderam à apropriação de juros. Os R$ 760 milhões restantes vieram da emissão líquida de títulos públicos.
A dívida interna, formada principalmente por títulos emitidos pelo governo no mercado brasileiro, chegou a R$ 9,037 trilhões, com crescimento de 1,04% no mês. Já a dívida externa recuou 0,82%, encerrando setembro em R$ 345,41 bilhões.
A Dívida Pública Federal reúne os compromissos financeiros assumidos pelo governo federal para financiar suas atividades e administrar suas obrigações. O Tesouro capta recursos principalmente por meio da emissão de títulos públicos, que são adquiridos por investidores e precisam ser pagos conforme as condições estabelecidas.
O crescimento do estoque não representa apenas a contratação de novos empréstimos. Ele também é influenciado pela incorporação de juros, resgates e emissões de títulos, além de variações cambiais na parcela da dívida denominada em moeda estrangeira.

