Associação de Oficiais da PM-BA emite nota de repúdio após críticas de vereador de Mutuípe

Por Lucas Alves

 

 

Declarações de Júnior Cardoso durante programa de rádio geraram reação da corporação e de entidade que representa oficiais militares

 

A Associação dos Oficiais Militares Estaduais da Bahia (Força Invicta) divulgou nesta terça-feira (9) uma nota de repúdio contra as declarações do vereador Júnior Cardoso, presidente da Câmara de Mutuípe, feitas durante participação no programa Cara a Cara com o Povo, transmitido pela Rádio Interativa FM.

 

Na ocasião, o parlamentar criticou duramente a condução de uma blitz do Detran-BA realizada na última sexta-feira (28), que integrou a Operação “Lei Seca” e contou com apoio da Polícia Militar. Cardoso classificou as abordagens como “grosseiras” e “arbitrárias”, questionou a atuação dos guinchos utilizados e chegou a dizer que a polícia “não pode fazer blitz de Lei Seca” por, segundo ele, ter agentes “envolvidos em crimes”.

 

As declarações provocaram forte repercussão e foram imediatamente rebatidas pelo comandante da 4ª Companhia da PM, capitão Alex Gondim, também por telefone, no mesmo programa. O oficial classificou as falas como “infelizes e perigosas” e cobrou retratação do vereador, destacando a legalidade da operação e a atuação dos agentes credenciados.

 

Na nota publicada nesta terça, a Força Invicta afirmou que as declarações do parlamentar são “infundadas, genéricas e levianas”, atingindo injustamente a imagem da Polícia Militar da Bahia. A associação reforçou que a blitz sequer foi conduzida diretamente pela PM, mas sim pelo Detran-BA, com apoio operacional da corporação.

 

“Declarações dessa natureza desrespeitam a honra dos homens e mulheres que diariamente arriscam suas vidas na defesa da sociedade baiana”, diz o texto, que também denuncia tentativa de “descredibilização da Instituição Militar Estadual”.

 

Por fim, a entidade reiterou confiança na seriedade do trabalho desempenhado pela PM-BA e repudiou “toda e qualquer tentativa de desinformação ou ataque gratuito aos seus membros”.

 

A Câmara de Vereadores ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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