Por Ana Sampaio
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a XFG como “variante sob monitoramento” (VUM), indicando risco global baixo a moderado, mas alerta para seu potencial de rápida propagação.
A XFG é um recombinação das linhagens LF.7 e LP.8.1.2, com pelo menos 9 mutações na proteína spike.
Na semana epidemiológica 22 (26 maio–1 junho), ela representava cerca de 22,7 % das sequências globais — comparado a 7,4 % quatro semanas antes.
Em regiões específicas: Américas subiu de 7,8 % para 26,5 %; Sudeste Asiático, de 17,3 % para 68,7 %.
Segundo a OMS e o CIDRAP, apesar do aumento de casos e hospitalizações, não há evidência de gravidade maior em comparação com outras variantes.
Efetividade de vacinas e tratamentos
Estudos preliminares indicam que as vacinas atuais, especialmente aquelas voltadas para JN.1, mantêm proteção contra casos graves e hospitalização.
Antivirais como Paxlovid e remdesivir parecem eficazes contra a XFG.
Impacto regional — foco na Ásia e Américas
No Sudeste Asiático (notadamente Índia), a XFG se tornou predominante, respondendo por até 68,7 % dos casos *.
Nos EUA, chegou a 14 % dos casos; no Reino Unido, cerca de 30 %, de acordo com dados do CDC e UKHSA .
O que monitorar nos próximos dias?
Intensificação do sequenciamento genômico no Brasil, com foco nos crescentes casos;
Evolução dos indicadores de hospitalização e óbitos, especialmente em grupos vulneráveis;
Novos dados sobre eficácia vacinal e possíveis aparecimentos de sublinhagens, como a XFG.3.
Fonte: Bahia Notícias
