Por Ana Sampaio
A morte da menina Maria Luiza Rodrigues, de apenas 11 anos, vítima de Doença de Chagas, causou comoção e acendeu um alerta sanitário em Belém e na Região Metropolitana. A criança evoluiu para insuficiência cardíaca, a forma mais grave da doença, e não resistiu às complicações.
Moradora de Ananindeua, Maria Luiza estava internada desde o dia 11 deste mês no Hospital Beneficente Portuguesa, no bairro do Umarizal, em Belém. Exames realizados na unidade confirmaram a infecção pelo parasita causador da Doença de Chagas. O sepultamento ocorreu na tarde do último sábado (24), em um cemitério particular, sob forte comoção de familiares e amigos.
De acordo com relatos da família, a menina teria consumido açaí antes do agravamento do quadro clínico, o que levanta a suspeita de transmissão oral — uma das formas mais comuns de contágio da doença na região amazônica, geralmente associada à ingestão de alimentos contaminados.
Além da vítima, um irmão de Maria Luiza, também criança, permanece internado com diagnóstico confirmado de Doença de Chagas e segue sob acompanhamento médico. O estado de saúde dele não foi detalhado até o momento.
Diante do caso, autoridades de saúde reforçaram o alerta à população para a importância da procedência e da higiene dos alimentos, especialmente do açaí, produto amplamente consumido no Pará. A orientação é que qualquer pessoa que apresente sintomas como febre prolongada, cansaço intenso, inchaço, dor no corpo ou mal-estar persistente procure imediatamente uma unidade de saúde.
A Doença de Chagas é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e pode levar a complicações graves no coração e em outros órgãos quando não diagnosticada e tratada precocemente. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades sanitárias e reforça a necessidade de vigilância, informação e cuidados redobrados para evitar novos registros da doença na região.
